domingo, 8 de março de 2009

Lola


Uma história muito interessante, a lola era uma caturra e fez parte da minha vida durante 18 anos. É verdade, quem diria que este animal ao entrar em minha casa em 1990 iria durar até 2008 em cativeiro, longe de mim pensar que um animal destes duraria tanto tempo.
Foi-me oferecida pelos meus pais tinha eu 9 anos, ainda me lembro como fosse ontem, a lola veio de uma loja de animais, de um pequeno centro comercial.
Veio com a condição, que seria um pássaro para andar á solta pela casa e não fechada em uma gaiola.
Eu pus na cabeça que a lola tinha que falar, então gravei num gravador estas duas palavras: "Olá" e "Sou eu", e todos os dias o ligava horas. Um dia, as repetitivas palavras deram frutos. A lola falou e disse. Olá, sou eu! e a partir desse dia nunca mais deixou de falar.
Adorava andar no meio das plantas da minha mãe na sala (porque plantas não faltavam, a minha sala era tipo uma floresta) assim parecia o seu habitat natural.
A lola habitou-se a comer o que nós comíamos, nomeadamente 2 coisas em particular, que ela estivesse onde estivesse, fazia voo picado para mesa e não passava sem beber galão (café com leite), nem comer caranguejo.O engraçado era vê-la a por a cabeça toda dentro do copo para beber o galão e depois cabeça toda para trás para engolir.
Gostava de festas na cabeça e andava sempre no dedo, ou no ombro pela casa toda, mas também tinha personalidade, ou tinha os seus dias, aqueles que também dava picadas de fazer sangue.
Certo dia acabou o descanso da lola, quando nós arranjamos uma cadela que gostava muito de penas...até que depois de tanta perseguição a lola fugiu pela janela, a tentar fugir da cadela.
Passei dias inteiros na rua a chamar por ela, chorava que nunca mais acabava e comecei a perder a esperança, até que passados uns dias a minha avó que morava perto de minha casa, telefonou-me a dizer que a sua vizinha tinha encontrado uma caturra e que a tinha guardado numa gaiola.
Eu não queria acreditar que fosse a minha, mas saí de casa naquele mesmo minuto.
Até podia ter dúvidas que a caturra fosse minha, mas quando cheguei perto da gaiola onde ela estava a primeira coisa que ouvi foi: "Sou eu", não restavam dúvidas, tinha sido um milagre tê-la encontrado.
Infelizmente, depois de tudo isto, a lola teve que deixar a "liberdade" que tinha em casa e passou para uma gaiola, mas todos os dias eu tirava-a para andar um pouco livre.
Com o passar dos anos a lola foi envelhecendo até que ficou cega de um olho (fruto da idade) e depois de um segundo olho, percebi que era a lei natural da vida, a lola estava velhota, sabia que em minha casa tinha quase 18 anos, mas não sabia quantos tinha efectivamente, penso que uns 20 anos.
Mas no ano passado chegou o seu dia, aquele dia que já estava a espera que chegasse, a sua partida e agora ...restam estas memórias, as quais nunca vou esquecer.

8 comentários:

Francesca Romana ALEGI disse...

lindo, te comprendo yo a parte de un gato tengo unos parroquetos y fijate que uno se murio despues de 18 anos, son animales que viven mucho si se le cuida bien.
un abrazo

Sofia disse...

Con esta experiencia he visto que viven mucho tiempo en cautiverio, pero, como usted dice, se son tratados bien!Beijitos*

Alexsandra Moreira disse...

Adoro esses bichinhos...

tem selinho para vc lá no blog.

bjs

Sofia disse...

Obrigada Ale!:)

Geovana disse...

Sofia, tive um gato (Chanoca) que um dia foi embora por causa de uma cadela que ganhamos. Nunca mais o vi, apesar de procurar muito. Até hoje penso qual foi o destino dele e, apesar de ter amado a cadela (Tati) nunca me acostumei com isso.

Ainda bem que achou sua fofinha e pode ficar tantos anos com ela. Uma pena que sem tanta liberdade, mas tenho certeza que com muito amor.

Abraço.

Salva disse...

Sono animali bellissimi, Sofi. Ne avevo due una volta. Una coppia, almono credo che si trattasse di una coppia :)

Poi ho avuto un Kakadu, diversi anni. Pero´ quando ho visto che iniziava a tirarsi le penne, era un segnale per darlo via, ad una persona che aveva un kakadu femmina.

Lui parlava, diceva sempre "THEO IS NE LEEVE JUNG" in dialetto di Colonia, che vuol dire: Theo é un bravo ragazzo :)

Bel post.

Bacio,
Salva :)

Sofia disse...

Sim Geova, no meu caso tive sorte, o teu, já não foi assim...:(

Salva,tirarse le penne è un segnale di stress,uno degli stress dovrebbe essere quello di essere da solo. La mi è stato sempre solo e non ha stress.

Beijos*

GaviotaZalas disse...

bella historia, eres muy especial tus amigos animales lo saben, espero lo sepan los amigos humanos.
Saludos desde Italia